Regressou à competição no último fim de semana, no jogo em que o Atlético derrotou o rival Belenenses na Proliga. Miguel Barroca esteve em muito bom nível e acredita que a formação da Tapadinha vai conseguir dar réplica idêntica sábado, em casa, às 21h15, no encontro com o Terceira Basket.

Como se sentiu neste seu regresso à competição? Sendo base, ajudou-o de alguma forma observar a equipa de fora, analisar o seu comportamento e desempenho dentro do campo?
Foi muito importante para mim poder regressar e ajudar a equipa a ganhar a um grande rival. Todos sabemos que a rivalidade entre Atlético e Belenenses já é antiga e eu queria mesmo poder atuar neste jogo. O facto de estar de fora nos últimos jogos permitiu-me perceber de que forma posso ajudar mais a equipa. Neste jogo, por exemplo, tentei procurar sempre ataques equilibrados, explorando boas situações de lançamento de todos os jogadores, de forma a conseguirmos recuperar defensivamente de forma equilibrada, o que não aconteceu em alguns jogos. Assim não sofremos tantos pontos em contra-ataque ou transições rápidas.

Concorda que o principal problema do Atlético, até ao momento, tem sido a falta de consistência no seu rendimento desportivo? Encontra alguma explicação para que tal aconteça?
A nossa falta de consistência está relacionada principalmente com as lesões e ausências por razões pessoais ou profissionais, que não nos permitem ter sempre todos os jogadores nos treinos e até nos jogos. Contra o Belenenses, por exemplo, apenas o Miguel Araújo esteve ausente, mas nos outros jogos por norma foi sempre mais que um jogador a não poder participar. E isso tem limitado as nossas prestações.

Por norma dão-se melhor nos confrontos frente a equipas mais bem classificadas. Será isso um bom presságio para o jogo frente ao Terceira Basket, atual líder da zona sul?
Acho que neste grupo não há mais fortes ou mais fracos. Basta olhar por exemplo para a Academia e perceber isso. Eles fizeram um excelente António Pratas e no campeonato estão em último, apesar da equipa experiente que têm. O Estoril também já mostrou que pode ganhar jogos. Cada jogo é um jogo. Na Terceira foi um jogo muito bem disputado e este será igual com certeza.

A equipa do Terceira Basket reforçou-se bem para esta temporada. Ainda assim, concorda que o seu interior é o principal problema que terão de resolver?
O jogo interior é talvez onde são menos fortes, mas acho que é uma equipa bem montada e que sabe explorar tanto o jogo exterior como o interior. Os jogadores que reforçaram a equipa trouxeram uma qualidade inquestionável ao jogo do Terceira. Falo principalmente do Filipe Pinheiro e do Tiago Raimundo, que são jogadores já com alguma experiência e habituados a jogar num bom nível.

E já agora, quais julga serem os pontos fortes da equipa do Atlético que este ano compete no campeonato da Proliga?
Este ano o nosso ponto forte é o equilíbrio entre a experiência e conhecimento do jogo por parte dos jogadores mais velhos como o Sérgio, o João Manuel, o Jorge Afonso ou eu, aliados à energia que os mais novos como o Zé Maria e o Jorge Pires trouxeram à equipa. O plantel está mais extenso e isso permite-nos jogar a um bom ritmo durante mais tempo do que nos anos anteriores. Os treinos são mais competitivos e essa competição é o que temos que levar para o jogo. Acredito que ainda temos muito para dar este ano.

Entrevista extraída do sítio oficial da Federação Portuguesa de Basquetebol.