Grupo de Adeptos do Atlético (GAA)- Edu, antes de mais obrigado por teres aceite o convite para esta entrevista. Queremos conhecer-te melhor, porque consideramos-te uma prova de como o trabalho e o esforço acaba sempre por compensar. Começaste a época como suplente, mas aos poucos foste ganhando o teu espaço e confiança, até te tornares um jogador fundamental para o sucesso do Atlético nesta 1ª volta. A que se deve esta tua fantástica evolução?

Edu – Foi o inicio de época… Há sempre inícios bons e inícios maus… Mas com o passar do tempo e com o meu esforço durante a semana fui ganhando o meu espaço na equipa e agora é continuar a trabalhar igual ou ainda mais do que tenho feito.

GAA– Está a ser realmente excepcional, a tua garra na recuperação de bola, a tua entrega, mesmo a capacidade de trazeres a bola para a frente e a visão de jogo. O mister Rafael tem sido importante para ti?

Edu – Tem e muito, tal como todos os outros elementos da equipa técnica! Eu ainda sou um “menino” no mundo do futebol e tenho aprendido muito com eles, em vários aspectos… O segredo é saber ouvir o que estas pessoas mais sábias nos tentam ensinar. A mim coube-me apenas aplicar em campo. Mas sem dúvida que o mister, desde que cheguei ao Atlético, também tem feito com que eu me sinta mais confiante durante os jogos e aos poucos vou ganhando essa confiança e as coisas vão saindo.

GAA- Pelo que soubemos, este também é o teu 1º ano de sénior. Qual é a sensação de chegar a sénior e vestir a camisola 10 do Atlético, que já foi utilizada por tantos jogadores icónicos?

Edu– Sim, este é o meu primeiro ano de sénior! Bem… Quando eu quis assumir o nº 10, o mister Casimiro (tr. Adjunto), na brincadeira também me perguntou se a camisola não me ia pesar, mas apesar de saber da importância de vestir esta camisola no Atlético, sinto-me tranquilo, porque vou sempre dar o meu melhor. Agora estou feliz por ser a minha vez de assumir o histórico numero 10 neste grande clube!

GAA– E que expectativas tinhas antes de chegar ao Atlético? Estão a ser cumpridas?

Edu– Vinha com a expectativa de jogar com alguma regularidade e tenho conseguido isso… Não tinha a noção do plantel que iria encontrar e nisso as expectativas foram altamente superadas. Porque sem dúvida que se criou uma excelente equipa este ano!

GAA– Isso é verdade… E em termos colectivos, no campeonato temos estado muito bem. Estamos agora em lugar de subida com 9 vitórias consecutivas… O sucesso desta caminhada passa também pelo balneário? Sentes que a equipa tem estado unida, mesmo aqueles que não têm tantos minutos?

Edu – Eu sinto que o nosso balneário é muito forte! Temos uma grande cumplicidade entre todos e para uma equipa estar bem e ter bons resultados, este é um aspecto fundamental. Felizmente sentimos esta união e temos um bom ambiente no balneário.
Os meus colegas também se sentem bem, a nossa equipa é muito equilibrada em todas as posições e o nosso sucesso passa também pela competitividade do plantel durante a semana. Mesmo os jogadores com menos minutos até agora, o mister Rafael tem confiança neles e podem entrar a qualquer altura no 11, que irão responder às necessidades.

GAA – Fomos vice-campeões de Inverno, achas que temos o que é preciso para sermos campeões no final da época?

Edu – Só dependemos de nós e com a equipa equilibrada que temos, com jogadores jovens e outros já com mais experiência, vamos fazer tudo para ser campeões! Este é um dos nossos objectivos.

GAA – Estamos todos a torcer por isso… E como sentes o apoio e a organização da equipa técnica e da própria direcção?

Edu – Têm sido excelentes. A equipa técnica e a direcção tentam-nos tratar da forma mais profissional possível. Têm cumprido até agora com a sua palavra e sentimos que nos acompanham. Tentam sempre resolver rapidamente os problemas que vão surgindo, para que possamos trabalhar da melhor forma.

GAA – Edu, já passaste por outros clubes, já conheceste outras realidades… Na tua opinião, achas que a nível de instalações e de organização, temos o que é preciso para sair dos campeonatos amadores?

Edu – Existem clubes com melhores instalações, mas também não temos as piores. A organização interna e questões de direção não posso falar porque não estou a par nem tenho noção como é gerir um clube, o que sei é a equipa que temos! (risos)

GAA – Um dos grandes objectivos desta direcção é tirar o Atlético, rapidamente, dos campeonatos amadores, gostavas de continuar a fazer parte deste projecto por mais uns anos?

Edu – Bem… Não sabemos o dia de amanhã. O que posso dizer é que neste momento sinto-me muito bem e contente por vestir a camisola do Atlético e enquanto estiver a representar este grande clube, vou dar tudo por ele e honrá-lo!

GAA – E nós, adeptos do Atlético, como nos vês? A equipa tem sentido o nosso apoio?

GAA– Nestes ultimos jogos tenho sentido que já sou profissional. A cada jogo que passa, notamos que existem mais pessoas a assistirem aos nossos jogos e a apoiar-nos. Às vezes quando a bola sai, olho para a bancada e “sinto-me jogador”, ao ver tantas pessoas com os cachecóis e a puxarem por nós. Além disso, os adeptos têm sido fundamentais nos jogos fora, parece que jogamos sempre em casa!
O que tenho reparado é que OS ADEPTOS DO ATLÉTICO SENTEM DE VERDADE A CAMISOLA. Viveram muito intensamente os momentos históricos do Atlético e são pessoas puras. Inclusivamente, já tive até à conversa com os adeptos mais antigos para ouvir algumas dessas histórias.

GAA– Muito obrigado por esta entrevista Edu e pelo tempo que nos dispensaste. Gostávamos agora de te desafiar a deixar uma palavra à tua vontade para todos os sócios e adeptos do Atlético.

Edu – Em primeiro lugar quero apelar a todos, para que continuem a assistir aos nossos jogos e se possível tragam os vossos amigos. Agradecer em especial a todas as pessoas que nos acompanham e que nos têm apoiado na Tapadinha e fora, todos os domingos fazem questão de lá estar. Queria também dar os parabéns aos adeptos mais novos, que tiveram a iniciativa de criarem a claque e pelo apoio que nos dão. Esperemos voltar a vê-los em força. Têm sido enormes!