Germano de Figueiredo, um símbolo do Atlético, de Alcântara e de Portugal, foi ontem eleito para o melhor XI do centenário da Federação Portuguesa de Futebol. Além desta distinção, Germano também figurou no melhor XI histórico da Selecção Nacional, que corresponde ao período entre 1922 e 1968.

Germano-005O Comité de Prémios da FPF, composto pelos membros da Direcção e pelos elementos da Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário, foi responsável pela escolha dos nomeados, bem como dos vencedores de grande parte dos prémios.

Os nomeados para a escolha dos três onzes (que se organizaram em 4x3x3) foram encontradas através da aplicação de critérios práticos e objectivos, relacionados com títulos conquistados, internacionalizações acumuladas, participações em provas internacionais, golos e prémios individuais.

Germano-007Germano de Figueiredo nasceu em Alcântara, no dia 23 de Dezembro de 1932. Aos 14 anos já era órfão de pai e mãe. Em 1947 começa a sua história no Atlético. Entra para os infantis do nosso clube e na Tapadinha fica até ao Verão de 1960.

Estreou-se pela equipa de honra do Atlético contra o Benfica, na Tapadinha, a 31 de Setembro de 1951, Era treinador do Atlético o húngaro Janos Biri. Entrou no onze para o lugar do experiente Armindo. O Benfica venceu por 4-3, e Germano voltaria para a equipa de Reservas. Só seria visto na principal equipa do Atlético na segunda volta do Nacional da 1ª Divisão, justamente contra o Benfica, no Estádio do Campo Grande. Titular foi, e de lá nunca mais saiu.

Rapidamente chegaria, também, à Selecção Nacional, a 29 de Novembro de 1953, num jogo de qualificação para o Campeonato do Mundo de 1954, no Estádio do Jamor, contra a Áustria. Pela Selecção faria mais 23 jogos, acumulando um total de 24 pela equipa das Quinas.

No Atlético conquistou um Campeonato da II Divisão, em 1958/59. Na 1ª Divisão alinhou em 121 jogos, tendo facturado 13 golos.

Depois do Atlético conheceu a glória a nível internacional com o Benfica, bi-campeão Europeu. Onde jogou ao lado de Coluna, Eusébio, Costa Pereira, Simões e José Torres, entre outros nomes imortais do futebol português.

Faleceu a 14 de Julho de 2004. Alcântara, o Atlético e Portugal choraram o desaparecimento de um dos melhores jogadores que pisaram os relvados portugueses.

O Atlético fez-lhe merecida homenagem, ainda em vida, ao baptizar a sua escola de Futebol com o seu nome. Será sempre recordado com saudade, admiração e orgulho por todos os alcantarenses.

Germano continua entre nós. Enquanto houver quem se lembre do fantástico jogador, da extraordinária pessoa, do verdadeiro alcantarense que tocou o céu com a ponta da sua chuteira, Germano nunca será esquecido.

Obrigado Germano.