Marco Pires, 33 anos, está de volta ao Atlético, retomando assim uma história que já leva quatro anos. Treinador que subiu os Juvenis A ao Campeonato Nacional da categoria em 2013/14, teve uma passagem pelos juniores que não foi mais feliz por apenas três pontos. Está de volta, com ambição renovada e vontade de levar o Atlético para outros patamares.

Marco, qual foi a tua motivação para aceitar o convite do Atlético?
A mesma de sempre. Gosto do clube, o facto de ter cá estado muito tempo, a ligação que sinto pelo Atlético e, principalmente, pelas pessoas. Aparte destas razões, o desafio de poder continuar a competir em Campeonatos Nacionais.

Define-te como treinador.
Ambicioso… Gosto de ganhar, como todos os treinadores. Sou exigente.

O teu passado como futebolista influência, de alguma forma, a maneira como orientas as tuas equipas?
Nós bebemos conhecimento por onde passamos, e o meu passado como futebolista tem, claramente, influência sobre aquilo que sou hoje. A exigência que tinha para comigo como jogador é a mesma que tenho como treinador. Levo isto muito a sério. Gosto muito de futebol para brincar com a modalidade.

Estás satisfeito com as condições de trabalho?
São as mesmas, não mudaram. São aquelas a que estou habituado. Por isso não tenho qualquer problema nem me choco com aquilo que temos. O Atlético é um grande clube, mas que tem pouco. Mas dá tudo aquilo que tem.

Já tens alguns anos de Atlético. Como defines a tua relação com o clube?
Tem sido uma relação boa. Dou-me bem com toda a gente e sou bem recebido por todos. Desde funcionários a sócios e simpatizante, jogadores e toda a parte directiva do futebol juvenil. Não tenho inimizades com ninguém, por isso posso dizer que é uma boa relação.

Fala-nos um pouco sobre a tua equipa técnica?
A minha equipa técnica é a mesma do ano anterior. Sou eu e o Ricardo Jesus. Vamos ter ajuda de mais um treinador, que ainda não pode estar connosco. E o apoio do Carlos Pereira, a nível dos guarda-redes, como tem sido todos os anos. A coordenação do Edgar Narciso e a direcção do Fernando Piedade serão iguais ao ano passado.
A nível de equipa técnica é aquilo que eu e o Ricardo decidirmos em comum, numa relação de grande proximidade a todos os níveis.

Ser treinador, é a posição mais ingrata numa equipa?
Não sei se é a mais ingrata… Não vejo por aí. Eu tento desfrutar ao máximo daquilo que faço. Como disse anteriormente, gosto muito do que faço, gosto muito de futebol. Não julgo que seja ingrato. Já se sabe que o treinador vive de resultados. Se o treinador não ganha, não é bom. Independentemente do trabalho que esteja a fazer seja bom. É assim que somos avaliados e temos de estar preparados para isso.

Quais são os objectivos desportivos da equipa de juniores?
Ganhar jogo a jogo e fazer as contas no fim. A nossa série vai ser muito disputada e equilibrada. Das dez equipas a maior parte delas terá como objectivo passar à fase de subida.

Queres deixar uma palavra aos associados?
Que apoiem. Apoiem mais o futebol juvenil, que estejam mais atentos. Que não venham para falar mal ou criticar sem saber aquilo que todo o futebol juvenil, todos os treinadores e jogadores, passam para ao fim de semana as coisas corram bem. Venham para apoiar e para aplaudir, incentivar quem cá está. Porque todo este grupo trabalha muito para atingir os objectivos e levar o nome do Atlético Clube de Portugal o mais longe possível.