Pivot despediu-se dos Pavilhões no passado Sábado.

Quando, na época de 2007/08, Roger chegou ao Atlético, vindo do Castelo, muitos pensaram que seria apenas mais um jogador a enriquecer o seu currículo com uma passagem pelo nosso clube. Largos anos na 1ª Divisão, tendo até lutado pelo troféu de melhor marcador, Rogério Manuel Albuquerque Barbosa Gomes, conhecido por Roger no mundo do Futsal, não era desconhecido.

Na verdade, sete épocas depois, tornou-se clara a relação de dedicação entre Roger e o Atlético. Quando todos abandonaram, ele ficou. Quando todos desistiram, ele lutou. Enquanto todos se calavam, ele gritou. E, junto com alguns companheiros (que não vamos nomear aqui, porque este espaço é do Roger por direito), trouxe o Atlético da Distrital à Segunda Divisão Nacional.

Nunca desistiu. Cometeu erros, claro, porque apesar de tudo, é humano. Mas espalhou magia no Pavilhão Eng. Santos e Castro. Marcou golos, muitos golos. Deu-nos raros momentos de beleza dentro do rinque. Com o seu ar gingão, de pernas arqueadas, com um aparente desinteresse pelo jogo, ele fintou, driblou, ganhou, perdeu, fez-nos vibrar, fez-nos sonhar.

Somos uns privilegiados por tê-lo visto com as nossas cores. No último sábado, na Venda Nova, tudo acabou. A magia de Roger desapareceu dos rinques. O pivot fez o seu último jogo da carreira. Igual a si próprio. Lutou, demonstrou bravura, espalhou magia.

Aos 40 anos pendurou as sapatilhas. A natureza, cruel e injusta, não permite que o Roger seja eterno. Mas conquistou, por direito próprio, um lugar no nosso imaginário. O Atlético Clube de Portugal só lhe pode agradecer. Por tudo.

Obrigado Roger!